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Engana-se quem pensa que rolha é tudo igual. São opções de cortiça maciça, de cortiça e cola, de plástico e até no formato tampa de rosca. Apesar das polêmicas, cada vedante possui suas vantagens e desvantagens.

Abaixo, saiba mais sobre as rolhas e entenda qual funciona melhor com cada tipo de vinho:

 

Rolha de cortiça maciça

Com grande aprovação e popularidade, a elástica rolha de cortiça maciça é feita 100% do carvalho português Sobreiro. A cortiça só é extraída da árvore após o 25º aniversário da mesma. Depois da primeira retirada, as demais remoções acontecem de nove em nove anos. Isso porque, de acordo com as leis da agricultura portuguesa, o Sobreiro precisa de tempo para se regenerar.

Esse tipo de rolha permite que o vinho receba uma micro-oxigenação, que vai beneficiar a evolução aromática da bebida, principalmente nas de guarda. O único risco é que, quando a garrafa não é armazenada na horizontal e na temperatura ideal exigida pelo rótulo, a rolha de cortiça maciça pode desenvolver fungos, como o TCA (Tricloroanisole), sigla da contaminação 2,4,6-tricloroanisol. Este, pode provocar odor de mofo, conhecido no mundo dos vinhos por Bouchonée.

Para que a vedação aconteça corretamente, o diâmetro da boca da garrafa deve ser inferior ao da rolha, que é colocada com a ajuda de uma máquina.

 

Rolha de aglomerado de cortiça

Opção mais barata que a anterior, a rolha de aglomeração de cortiça é feita com cola e restos da produção de rolhas maciças.  Com elasticidade e durabilidade menores, não é indicada para os vinhos de guarda. Por outro lado, funciona muito bem com os vinhos de consumo imediato.

 

Rolha de espumante

Em formato de cogumelo, a rolha de espumante mescla dois discos de cortiça maciça, que ficam dentro do gargalo e em contato com o líquido, e o aglomerado de cortiça, localizado na parte externa da garrafa. Esse estilo de rolha – cujo diâmetro é bem maior do que as anteriores – é feito propositalmente, já que nessa bebida a vedação tem papel contra a oxigenação e a liberação de gás carbônico.

Como a pressão interna de um espumante é bem maior do que a externa (variando de 4 a 6 atmosferas), o aglomerado de cortiça incha, o que facilita na hora de abrir a garrafa, podendo segurar a rolha com as mãos. Vale ressaltar que, para manter a rolha presa, uma gaiola de arame é colocada sobre ela.

 

Rolha sintética

Feita de material plástico, a rolha sintética é outra alternativa barata em comparação à cortiça. Além do preço baixo, não transmite o TCA e é utilizada por consumidores que brigam pela preservação do carvalho português Sobreiro. A desvantagem é a durabilidade não comprovada do produto, portanto é indicado para vinhos jovens e de consumo imediato.

 

Screw Cap

O screw cap é uma tampa de rosca metálica internamente envolta por plástico inerte, ou seja, que é incapaz de sofrer reações químicas com outras substâncias. Tendência de mercado – pois é constantemente utilizado em vinhos da Austrália e Nova Zelândia, além de outras bebidas, como sucos, águas e cervejas –, o screw cap é barato, reciclável e, justamente por ser inerte, não corre o risco de ser contaminado por fungos, como o TCA. No entanto, assim como as rolhas sintéticas, não é uma vedação eficiente em vinhos de guarda. Por outro lado, funciona muito bem em brancos e rótulos jovens.

 

Fontes: Sommelier VOL e Revista Adega

Vinícola Fazenda Santa Rita

A Vinícola Fazenda Santa Rita está localizada nos Campos de Cima da Serra/RS e é uma centenária e tradicional empresa do agronegócio