Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn0

O Brasil tem uma enorme costa oceânica, são mais de 8 mil quilômetros que se estendem de norte a sul, em mares de águas quentes e frias, garantindo uma variedade de frutos do mar imensa, em preparações não somente regionais, mas também nas tradições açoriana, francesa, italiana, japonesa e espanhola.

 

Dessa forma, combinar peixes e crustáceos com vinhos é um desafio divertido, que pode ser vencido se deixarmos de lado as caipirinhas e a cerveja e abraçarmos os belos espumantes, rosés e brancos disponíveis no mercado.

 

BASE E COBERTURA

Um dos grandes desafios da harmonização é fazer com que tanto a comida quanto a bebida sejam valorizadas, assim é essencial considerar não apenas o peixe ou crustáceo que será comido, mas principalmente a sua preparação, seu tempero e seu molho, pois muitos frutos do mar têm sabor delicado e sutil e é a preparação que lhes diferencia.

 

É assim que aquela velha premissa de “peixe com vinho branco” é abalada, principalmente por quem realmente quer experimentar a riqueza dos animais do mar acompanhadas dos frutos fermentados da videira.

Nas técnicas de harmonização existem algumas poucas regras de ouro, principalmente quando ingredientes de difícil combinação estão em primeiro plano. Um bom exemplo disso são os peixes delicados preparados com alcaparras ou azeitonas; eles pedem um vinho muito específico, o vinho ideal para pratos em que o sal se sobrepõe a tudo.

 

SIMPLICIDADE

Poucas coisas na vida são mais agradáveis do que sentar-se na beira do mar, sentir a brisa no corpo e saborear um aperitivo. Para essas coisas simples, como camarões fritos, ostras e pequenos peixes empanados, uma boa combinação são os frescos e aromáticos Sauvignon Blancs e os Chardonnays sem madeira.

 

E se não temos nenhum problema para levarmos uma bolsa térmica para a praia, não há motivos para que nela não esteja também uma boa garrafa de vinho branco, daqueles com tampa de rosca para facilitar o consumo.

Outra excelente pedida para acompanhar peixes são os vinhos rosés, que acompanham bem pratos temperados, mas em preparações mais tradicionais, como a caldeirada, os peixes na brasa e até a popularíssima casquinha de siri (que também faz excelente par com um Chardonnay que tenha passado por barrica.

 

UMA TAÇA DE SOFISTICAÇÃO

Talvez a maior dificuldade nas combinações de vinhos e peixes seja o fato de que os brasileiros conhecem pouco os vinhos brancos, assim ficam com a impressão de que todos são leves e de sabor delicado.

 

Isso não é verdade. Um bom exemplo é o dos molhos brancos (com base de leite e manteiga) que são parceiros íntimos dos vinhos com a uva Chardonnay e, nesse caso, podem acompanhar os crustáceos, como a lagosta, os lagostins e os risotos com camarão. Sua acidez e untuosidade serão perfeitas com esses ingredientes, assim, quanto mais pesado for o prato, escolha Chardonnays mais encorpados.

O salmão, que não é pescado por aqui, se popularizou no Brasil através da culinária japonesa e acabou conquistando paladares, fazendo dele presença constante em muitos cardápios. Quando servido cru, em sashimis, pede a combinação de um espumante Brut, que deverá acompanhar bem todos os pratos da culinária japonesa, inclusive os famosos temakis.

 

Mas, se for cozido, assado ou grelhado, o salmão fará bom par com um rosé de boa estrutura ou com um tinto leve do Novo Mundo, como um Pinot Noir.

 

Fonte: http://revistaadega.uol.com.br/

Vinícola Fazenda Santa Rita

A Vinícola Fazenda Santa Rita está localizada nos Campos de Cima da Serra/RS e é uma centenária e tradicional empresa do agronegócio